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No
limiar do novo milênio, é mister que
o homem se questione, recicle-se para o novo, para
o há-de-vir.
Uma nova perspectiva de vida abre-se para o mundo,
na igualdade de direitos e na busca do essencial para
a vida.
O homem precisa auto-avaliar-se e ver que suas potencialidades
estão sendo sufocadas pela falta de emprego,
pela falta de escolas, por não ter direito
a morar bem, sob um teto que o escolha e o proteja
e não ter, à mesa, um espaço
de pão para saciar a fome.
É baseada nessas desigualdades que eu observo
diferenças sociais, econômicas e profissionais.
Uns com tanto, outros com tão pouco.
O poder ofusca a visão dos homens poderosos,
tornando-os uma concha que abriga uma ostra solitária.
O ter é uma ambição de muitos.
Ter cada vez mais e a qualquer preço, é
o que determina a lei do querer mais e mais. Isso
gera ganância.
Ser, é uma escolha de vida.
O homem moderno preocupa-se com as conquistas materiais,
esquecendo-se de que o que mais importa é ser
pessoa autêntica, não representar par
a vida como se ela fosse um palco onde se exibem dramas
e comédias.
Todo homem que luta e vence escreve sua história
nas páginas do livro da vida.
Este ser humano existe, porque deixa marcas profundas
de sua passagem.
E dentro desse pensamento que, ao apreciar a obra
da autora Antônia Indalêncio Mattos,
quero confirmar sua intenção de fazer
do homem um ser pleno de seus direitos e cônscio
de suas convicções.
Ela nos traz receitas e poções mágicas
para que estejamos . . . "de Bem Com a Vida".
Zuê
Rabello
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